Sondado por diversas vezes para retornar a televisão em um Reality Show, Julio César, Mulatólogo descarta a possibilidade.

                                          Julio César, Mulatólogo



Para quem não conhece a vida de Julio César antes de se tornar um grande Mulatólogo, profissão que tem por objetivo reconhecer verdadeiras sambistas no qual ele não abre mão da postura e elegância para não denegrir a imagem do Brasil e das próprias passistas, ele vai mais além e descreve que o nome da sua profissão não tem qualquer associação com a cor da pele, raça e muito menos escravidão, é apenas um nome que foi criado pelo falecido Sargentelli, em 1960, um grande gênio, respeitadíssimo por sua história.






Peço licença a todos, tudo neste país agora é preconceito, até um nome de uma profissão, chega!

Grupos de ativismo negro tentaram manchar na época a carreira de Sargentelli sem êxito,  e hoje, tentam fazer o mesmo com Julio César porque defende que a mulher negra tem vontade própria, algumas querem ser Médicas, Engenheiras, Advogadas e outras querem ser Mulatas, Assistentes de Palco, Panicats, Modelo e Misses, cada uma deve fazer sua escolha conforme seu sonho e lutar por ele.



Fico imaginando se na época da Tiazinha e Feiticeira o Luciano Huck tivesse escolhido uma negra, teria sido linchado em praça pública.

Hoje com aos 42 anos de idade, o descobridor conta que sua vida profissional começou logo na infância, aos 10 anos de idade como ator no extinto programa Reapertura no SBT, onde permaneceu por três anos consecutivos.


Desta época o que ele mais lembra é do próprio Silvio Santos que agia como pai para ele e da cantora Gretchen, era seu auge no Programa Silvio Santos, ela era uma verdadeira mãe, me enchia de beijinhos e presentes, nunca ia gravar sem antes falar comigo e as outras crianças, fazíamos o quadro da primeira escolinha da televisão com muito humor e carisma.



Nunca quis ser ator, cai ali por acaso, como minha família era pobre e os cachês ajudavam no orçamento doméstico, acabei ficando.

Atualmente, os programas de televisão me ligam, fiz matérias maravilhosas com a Rede Globo mostrando o lado positivo da minha profissão, mas por incrível que pareça, mesmo nos dias de hoje que todos têm conhecimento através da internet que existiu um grande Mulatólogo chamado Oswaldo Sargentelli, o nome da minha profissão choca quem não tem conhecimento da nossa cultura e alguns querem explorar isso para conseguir audiência, coisa que não permito.



Se eu aceitar participar de reality show, sendo negro e Mulatólogo, devido ao preconceito,   corro risco de ser eliminado na primeira semana, diz Julio, por mais que eu tenha mais de 10 anos de carreira lutando para mostrar o outro lado da sambista,  e consegui, isto é fato, e contra fatos não há argumentos, pois sou presença garantida em grandes eventos tradicionais pelo lindo trabalho que faço sem vulgaridade e exploração, uma minoria que não me conhece, finge não ver o que é óbvio e esta na cara.

Contornar essa situação, o fato de eu falar o que penso e, até o grande público começar a me conhecer realmente pelo que sou, dependendo do cachê oferecido, não vale a pena largar minha vida tranquila fazendo o que mais amo para me aventurar em um confinamento.










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