Mulatólogo Julio César comenta atuação Valeska Popozuda como Rainha de Bateria





Desde que comecei a postar matérias neste blog, nunca critiquei ninguém, respeito o espaço de todos, até porque, meu espaço eu conquistei com muita luta e sempre fui respeitado como profissional. Diante de um fato que vem contribuindo de forma negativa no nosso meio, não posso deixar de comentar.

O carnaval é o principal festa popular brasileira, movimenta milhões e emprega muita gente durante o ano todo, e essa gente, entre as quais eu me incluo, de forma profissional leva a eterna magia que é o samba  para os sete cantos do mundo. As passistas e suas derivas (Rainhas, musas, princesas, madrinhas, etc.), são fortes ícones da nossa cultura, assim como o futebol, todas representam nosso país em qualquer parte do mundo. Reproduzem uma imagem cultural brasileira, uma vez que seus figurinos são imediatamente relacionados ao nosso carnaval.


Importante ressaltar que o carnaval acaba e os profissionais do samba dão continuidade com suas escolas ou outros grupos similares na arte de levar o mesmo para eventos.

Volto a dizer, para ser uma rainha de bateria tem que ter samba no pé, postura e elegância, portanto, não pode realizar nenhum tipo de movimento vulgar, até porque, o figurino já é muito exposto.

Enfim, represento uma classe, que atua o ano inteiro divulgando o carnaval, nunca fui contra celebridade ocuparem os postos à frente de bateria, muito pelo contrário, acho que o samba deve unir classes, tanto como a rainha da comunidade e a celebridade podem sair juntas, pois ambas promovem a classe.

Mesmo as artistas não tenham samba no pé, atuando com postura, elegância e uma boa fantasia já contribuem com a valorização da classe. Sem citar nomes, as atrizes globais são maiores exemplos disso, confesso nunca ter visto qualquer apelação por parte delas.


O ponto que estou querendo chegar é o seguinte, segundo matérias e comentários no meio artístico, atuação de Valesca Popozuda no carnaval foi reprovada. Não tenho nada contra a garota que se titula “popozuda”, muito menos contra o funk, mas ela deve tomar ciência das diferenças culturais. No funk , por exemplo, ela pode extravasar nos figurinos e fazer os movimentos que quiser.

Como rainha de bateria deveria tomar um pouco mais de cuidado ao se vestir e com sua postura. Sabemos de casos em que estrangeiros jogaram objetos nas brasileiras chamando de nomes obscenos, simplesmente por serem brasileiras.

Além disso, alguns contratantes, assistem TV e temem contratar show achando que as meninas do carnaval são vulgares, enfim, ocorre nos bastidores uma série de casos que aumentaram após a incorporação de “funkeiras” que levam para o samba, os movimentos do funk. Veja bem não sou contra o funk, muito pelo contrário, é arte que vem das periferias, só acho que os movimentos mais sensuais não podem e nem devem ser introduzidos no samba. Fica vulgar.


Assim como outras classes não querem ser denegridas por serem profissões sérias, pois garantem o sustento de suas famílias, não quero que a nossa profissão também seja distorcida, já que apenas uma pequena parcela busca no carnaval uma alternativa de divulgar sua carreira como símbolo sexual, posar nua e ficar famosa.


E para provar que não estou exagerando, veja o vídeo com o samba no pé da moça, seu modelito de rainha de bateria e dê nota de 0 a 10


Foto: Ag.News - 10/01/2010

video

2 comentários:

cauan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cauan disse...

Desculpe o comentário anterior, legal vou manerar, parabens pelo seu trabalho, lindo, absoluto e de muita visão. Realmente essa mulher não tem nada haver com rainha de bateria, porque vc acha que mulheres como essa acabam sendo eleitas, será que realmente elas pagam e como ela conseguiu sair na playboy com essa cara, tb pagou. eu acho que funk e samba não universos diferentes e não vai dar certo migrar de um para outro. Gostaria de saber o que você acha das outras celebridades que não tem samba e sai como rainha. Um forte abraço e sou seu fã.

9 de maio de 2010 12:05